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Novo papel sustentável pode substituir plástico nas embalagens

Tecnologia inovadora aposta em materiais naturais para melhorar o desempenho do papel, tornando-o alternativa alinhada com setor alimentar.

16 de Abril 2026 | Notícias

Uma tecnologia inovadora aposta em materiais naturais para melhorar o desempenho do papel, tornando-o uma alternativa mais eficaz, reciclável e alinhada com as exigências ambientais da indústria alimentar.

Um desafio com impacto global

A pressão para reduzir o uso de plástico é crescente. Sobretudo no setor das embalagens alimentares.

No entanto, as alternativas ainda enfrentam limitações técnicas. O papel, apesar de sustentável, apresenta fragilidades. Absorve água e gordura. E tem baixa resistência ao oxigénio.

“O papel apresenta-se como uma solução promissora”, explica Sónia Fiúza, da Science 351. “Mas enfrenta desafios técnicos exigentes que limitam o seu desempenho.”

É neste contexto que surge o projeto The Wall Paper, cofinanciado pelo COMPETE 2030.

Revestimentos naturais com alto desempenho

O objetivo é claro. Desenvolver revestimentos de base natural para o papel.

Assim, será possível melhorar propriedades essenciais. Como a resistência à água e aos óleos. E também a barreira ao vapor e ao oxigénio.

“O objetivo é redesenhar o papel, dotando-o de propriedades funcionais avançadas”, sublinha Sónia Fiúza.

Além disso, os novos materiais mantêm uma vantagem crucial. São biodegradáveis e recicláveis.

Por outro lado, evitam o uso de compostos petroquímicos. Uma prática ainda comum na indústria.

Ciência ao serviço da sustentabilidade

O projeto aposta em biomoléculas e recursos naturais. Muitos deles provenientes de subprodutos agroflorestais.

Desta forma, valoriza matérias-primas endógenas. E promove uma economia mais circular.

Ao mesmo tempo, introduz novas funcionalidades. Como propriedades antioxidantes e antimicrobianas.

“Esta tecnologia responde às exigências da indústria alimentar e aos objetivos de sustentabilidade”, afirma Sónia Fiúza.

Inovação com aplicação industrial

O The Wall Paper prevê o desenvolvimento de vários protótipos. Cada um com propriedades específicas.

Hidrofobicidade. Oleofobicidade. Ou ambas combinadas.

Estes materiais poderão ser aplicados em embalagens de alimentos secos ou gordurosos. Como cereais, frutos secos ou snacks.

Além disso, aumentam a durabilidade dos produtos. E contribuem para reduzir o desperdício alimentar.

Um passo decisivo para o futuro

“O apoio do COMPETE 2030 tem sido determinante”, destaca Sónia Fiúza.

Permite aprofundar a investigação. Testar soluções. E reduzir o risco associado à inovação.

O projeto posiciona a Science 351 na vanguarda tecnológica. E reforça o papel de Portugal neste setor.

Ao substituir materiais poluentes por soluções naturais, o The Wall Paper abre caminho a uma nova geração de embalagens. Mais sustentáveis. Mais eficientes. E preparadas para o futuro.

Links úteis

Website Science 351

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