Fruta rejeitada ganha nova vida na alimentação saudável
Valorizar excedentes agrícolas e reduzir desperdício são os motores do FRUTotal, um projeto que aposta na inovação para transformar biomassa de fruta.
Projeto aposta em soluções modulares mais sustentáveis e eficientes para responder aos desafios ambientais do setor.

Projeto aposta em soluções modulares mais sustentáveis e eficientes para responder aos desafios ambientais do setor.
O projeto PLASBLOCK está a abrir caminho a uma nova geração de materiais de construção. A iniciativa, cofinanciada pelo COMPETE 2030, foca-se no desenvolvimento de um bloco de plástico multiutilização que incorpora resíduos industriais. O objetivo é claro: reduzir o impacto ambiental e aumentar a eficiência no setor da construção civil.
Inovação com impacto ambiental positivo
A construção civil continua a ser uma das indústrias com maior pegada ecológica. De facto, é responsável por uma parte significativa das emissões globais de CO2. Por outro lado, materiais tradicionais como o cimento e o aço exigem elevados consumos energéticos. Neste contexto, o PLASBLOCK surge como uma resposta concreta.
Através da incorporação de resíduos plásticos, o projeto promove a reutilização de recursos e contribui para a economia circular. Além disso, permite reduzir o volume de resíduos e prolongar o ciclo de vida dos materiais. “Trata-se de uma iniciativa de I&D que visa desenvolver um bloco de plástico, modular, incorporando resíduos industriais, com o objetivo de criar uma solução construtiva mais sustentável, eficiente e alinhada com os desafios da economia circular”, afirma Fernando Matos.
Consórcio alia conhecimento e indústria
O projeto é desenvolvido em copromoção por um consórcio liderado pela MOLDOESTE, que integra ainda a MOLDOESTE II, a POPDIGIT e o Instituto Politécnico de Leiria. Esta parceria reúne competências complementares nas áreas dos moldes, plásticos, design industrial e materiais de construção. Assim, é possível assegurar uma abordagem integrada, desde a investigação industrial até ao desenvolvimento experimental. Como resultado, o projeto ganha robustez técnica e capacidade de inovação. “O apoio do Portugal 2030 foi absolutamente determinante para viabilizar este projeto”, sublinha o responsável. E acrescenta que permitiu mobilizar competências multidisciplinares e reforçar a colaboração entre entidades científicas e empresariais.
Nova solução para diferentes aplicações
O bloco desenvolvido no âmbito do PLASBLOCK terá aplicações em vários contextos. Nomeadamente, na habitação residencial, em unidades industriais e em edifícios de comércio e serviços. A versatilidade é, aliás, uma das principais vantagens da solução. Ao mesmo tempo, o projeto abre portas à diversificação da atividade empresarial. “Para a empresa, o projeto traduz-se numa oportunidade clara de diversificação e reforço da nossa competitividade”, destaca Fernando Matos.
Competitividade e transição verde de mãos dadas
A aposta em soluções sustentáveis está alinhada com as prioridades europeias e nacionais. O projeto contribui para a redução da pegada de carbono e para práticas industriais mais responsáveis. Além disso, posiciona as empresas envolvidas em novos mercados. A internacionalização surge, assim, como uma oportunidade concreta. “Estamos confiantes de que os resultados deste projeto terão um impacto significativo […] introduzindo soluções inovadoras que respondem às exigências atuais de sustentabilidade, eficiência e flexibilidade construtiva”, conclui o CEO do Grupo Moldoeste.
Com o PLASBLOCK, a inovação e a sustentabilidade deixam de ser conceitos abstratos. Passam a ser soluções concretas para transformar o setor da construção.
23 de Abril 2026