Pastel de nata reinventa-se para o consumo global
Projeto NataWave aposta na inovação para responder às novas exigências dos consumidores e dos mercados internacionais.
Uma nova solução tecnológica quer tornar a produção aquícola mais eficiente, automatizada e sustentável.

Uma nova solução tecnológica quer tornar a produção aquícola mais eficiente, automatizada e sustentável, combinando monitorização em tempo real com geração fotovoltaica para responder aos desafios alimentares do futuro.
Tecnologia ao serviço de um setor estratégico
A procura mundial por alimentos continua a crescer e, com ela, aumenta também a pressão sobre os recursos naturais. Neste cenário, a aquacultura assume um papel cada vez mais relevante como complemento à pesca tradicional e como resposta sustentável às necessidades alimentares futuras.
É neste contexto que surge a operação SolarFish, cofinanciada pelo COMPETE 2030. A iniciativa pretende desenvolver um sistema integrado de gestão da atividade aquícola, capaz de monitorizar, otimizar e automatizar processos produtivos, enquanto gera energia elétrica através de painéis fotovoltaicos.
“O SolarFish apresenta-se como uma oportunidade única para avançar o estado da arte da piscicultura e aquacultura em Portugal”, afirma André Bazenga, Engenheiro de desenvolvimento de produto na Seapower.
Inovação que melhora eficiência e reduz custos
O projeto aposta numa plataforma tecnológica inteligente, equipada com sensores e sistemas interligados, que recolhem dados essenciais sobre a água e o ambiente de produção. A informação é tratada em tempo real, permitindo decisões mais rápidas e precisas.
Além disso, a integração de estruturas de sombreamento com painéis solares cria uma dupla vantagem. Por um lado, produz energia limpa para alimentar a operação. Por outro, contribui para manter condições mais equilibradas no meio aquático, favorecendo o desenvolvimento saudável dos peixes.
“Este projeto, além de permitir baixar custos operacionais e ou fixos, permite ainda automatizar um processo produtivo tradicionalmente intenso em mão de obra”, destaca André Bazenga.
Com isso, os profissionais podem dedicar-se a tarefas de maior valor acrescentado, como o controlo de qualidade, a supervisão técnica e a gestão da produção.
Sustentabilidade com impacto real
O SolarFish procura também responder às exigências ambientais que hoje marcam o setor agroalimentar. A utilização de energia renovável, aliada à otimização de recursos, permite reduzir desperdícios e melhorar a eficiência global das explorações aquícolas.
Ao mesmo tempo, sistemas automatizados e independentes ajudam a minimizar erros humanos e a reforçar o bem-estar animal. Isso traduz-se numa produção mais estável, previsível e competitiva.
André Bazenga resume o potencial da iniciativa: “Ajuda a incrementar a qualidade dos outputs dos processos em que houver integração da tecnologia em desenvolvimento.”
Portugal na vanguarda da Economia do Mar
A aquacultura nacional continua a ter margem de crescimento, sobretudo quando comparada com outros mercados europeus mais maduros. Por isso, projetos inovadores como o SolarFish podem acelerar a modernização do setor e criar oportunidades económicas.
Ao combinar tecnologia, energia limpa e conhecimento aplicado, esta operação reforça a ambição de posicionar Portugal na linha da frente da Economia do Mar, com soluções exportáveis e preparadas para responder aos desafios globais.
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30 de Abril 2026